domingo, 21 de agosto de 2011

Girl Unobserved 02

Eu sou uma pessoa que se analisa, e muito... mas ao mesmo tempo há centenas de coisas na minha essência que eu sempre me recusei a enxergar, quanto mais analisar, as coisas que vou escondendo e empurrando e ignorando... Os sentimentos quase que instintivos que eu não teria, que eu tenho plena consciência que chegam da forma errada, no lugar e hora errados, mas que não sei como controlar porque surgem sozinhos.

Surgem sozinhos em questão de segundos.

E de repente eu não lembro mais como foi que eles apareceram... Quando me deparo com uma pessoa que me causa um imenso impacto mesmo eu nunca a tendo visto, mesmo que eu não faça a menor idéia de quem ela é, mesmo que não haja nenhum motivo e muito menos segurança de que isso faz sentido realmente. Isso toca um pouco no assunto do primeiro post, aquelas pessoas que não imaginam e nunca saberão mas que me causaram impacto quando eu olhei para elas. Que significam algo mesmo sem significar nada. Como vou explicar? Eu mesma simplesmente não compreendo.

Como foi que isso aconteceu? Qual foi a primeira frase que eu disse? Qual foi o primeiro olhar? E, principalmente, porque tão impactante? São as frases que eu sempre me pergunto. E aconteceu de novo.

Mas a pior dúvida delas é... porque parece tão diferente das outras inúmeras vezes?

O que importa aqui na verdade não é a pessoa... é o fato de, depois disso, todas as minhas questões internas mais profundas terem aparecido uma em cima da outra e dado um nó tão grande na minha cabeça, a ponto de eu ter que revirar tudo, até a criança que eu era, a minha essência, apenas para descobrir que eu não sou tão diferente quanto eu pensava, e que meus medos nunca mudaram realmente. Descobri o que eu tenho que me tornar e todos os conflitos nos quais isso me implicaria. Descobri que nós nos adaptamos para mentalidades que não são as nossas, porque as nossas próprias nos fazem perder, e perder muito. Que o mundo pensa algo e nós temos que acreditar nisso...

E mais do que isso. Descobri que eu sinto muito mais e muito mais rápido do que o mundo me permite.

29-10-10

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