segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Eu disse que não os abandonaria. Eu não vou.

Mas sinto uma imensa vontade de fugir. Quando eu tinha 13 anos, eu ficava no meu quarto, a porta fechada, ouvindo música quase o dia inteiro, eu tinha um grande quintal e às vezes ficava nele, na escola as brincadeiras comigo não eram mais tão dolorosas e minhas grandes preocupações eram amores platônicos. Então, sabe, eu tomava sorvete no ônibus da escola olhando as ruas, a minha vida era apenas isso. Era simples. Eu senti, nesse ano, uma felicidade infantil maravilhosa e sem motivos. Mas também não havia dor nesse ano. Eu era feliz, leve, e inocente. E me bastava. O ano seguinte também foi assim.
Vocês sempre serão a coisa mais incrível que já me aconteceu. Mas nesse momento eu quero voltar pra quando eu era ingênua e não conhecia absolutamente nada. Eu não sabia que algumas coisas eram possíveis, e eu era feliz na minha estupidez.
Eu sou viciada em felicidade. Mesmo que isso signifique fugir, fingir que não sinto nada, eu preciso dela. Então no fundo eu não faço a mínima idéia de como vou ajudar quando me dizem que não estão bem. Fiquem bem pra que eu possa voltar a felicidade logo! Sou egoísta. Eu nunca direi isso na cara de ninguém, na verdade eu não devia deixá-los sabendo disso aqui. Mas é isso. Acho que não vou publicar isso. Não hoje.

Eu não sei mais lidar, está se acumulando, eu gostaria de desaprender essas coisas... mas de que adianta? Me apeguei a vocês de forma que, se eu me afastar, estarei preocupada com todos. Não tem mais volta. Mas o que eu faço se vocês se sentem 'um ponto invisível no espaço' e eu não sei como lidar com isso, e não sei ficar longe da minha felicidade idiota, mas não posso fazer nenhuma mágica por vocês. CARAMBA, eu só quero ficar bem. Posso?

Eu não vou conseguir. Mas eu preciso... será que eu iria embora? Espero que não. Mas não aguento.

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