... e realmente, não há nenhuma diferença. Aliás, não era a pessoa errada nessa época... era um personagem... a pessoa só entrou bem depois, ficou pouquíssimo tempo de verdade na minha vida, e provavelmente nesse curto período não senti absolutamente nada. Olhando na superfície, parece que eu desperdicei sentimentos por alguém que não poderia retribuí-los, e no fundo é um pouco disso mesmo... Mas quase tudo o que senti foi inventado, nessa minha necessidade de sentir alguma coisa.
Me sinto nesse período de novo. Mas eu não quero fazer isso de novo... por mais que sinta vontade... muita vontade. Estou olhando para o precipício, respirando fundo, preparando o kit de sobrevivência, e esperando com desespero pela hora em que poderei finalmente me jogar nele. Esse momento horrível de ansiedade extrema, nervoso, inúmeras olhadas para os lados pra saber se chegou logo a hora, histeria e melancolia por não poder fazer absolutamente nada, mãos atadas imaginando como vai ser esse futuro que nunca chega. Me deixa me jogar...
Mas não posso me jogar antes da hora. Me recuso. Não posso inventar sentimentos de novo. Eu quero que seja real...
Porque estou pensando em tudo isso? Sei lá, parte de mim 'me perdoa' porque foi esse longo tempo, foi toda essa luta, foram anos e anos sozinha, tentativas, erros, nada que me trouxesse um pouco de paz e alguém que pudesse ficar comigo de verdade... Até hoje eu não sei como é... Então qualquer coisa me causa uma explosão. E qualquer pessoa também.
Só vou conseguir parar de pensar em tudo isso quando eu me jogar... quando as coisas começarem... Quando alguém pegar na minha mão e me mostrar que eu posso sim ser frágil e depender de alguém, sem culpa... E a busca vai terminar, mesmo que só por um período - saber que relacionamentos acabam é uma das pouquíssimas coisas que compreendo e aceito tranquilamente em relação a eles, mesmo sabendo que só sou tão tranquila e lógica em relação a isso por não saber o que é me envolver com uma pessoa.
Eu não pensei que eu fosse me sentir daquele jeito tão rápido. Em partes, é gostoso... ouvir Move You, o tema de Kimi ni Todoke, algum folk pop perdido nas minhas discografias (nesse momento Lissie, pq meu fangirlismo por Snow tinha que estar no meio de alguma forma), Ellie Goulding... e tantas outras coisas que são trilhas perfeitas para minha imaginação... Talvez eu devesse deixar a minha imaginação seguir naturalmente, pra aliviar esse nervosismo...
Os dias vão passar e eu já não sei se serão arrastados ou rápidos demais... Tenho muitas coisas pra resolver essa semana (graças a Deus!!!), e na outra eu posso tentar retornar com a mesma intensidade ao meu fangirlismo, até para não perdê-lo precocemente como aconteceu com Muse... Enfim. Preciso mesmo é deixar isso ocorrer como tiver de ser, e viver normalmente até lá (mas não é óbvio?). Não acho que nesse caso vá fazer diferença mesmo deixar de postar trechos de letras de músicas e private posts ~ou no caso, posts aqui~, e nesse caso acho que ficar um pouquinho atrás pode ser uma grande ajuda. Mas, preciso primeiro evitar que meus pseudo sentimentos estraguem tudo antes que os verdadeiros possam vir... Me lembro de algo horrível que fiz em 2007 em relação a isso, numa situação quase idêntica a essa. Infelizmente é bom eu analisar essas coisas nesse momento, mesmo que eu ache desnecessário... assim eu consigo manter a cabeça no lugar nesse período pré-alguma coisa que não sei o que é. Que por eu não saber se torna mais desesperador ainda. Aceitar que isso é grande pra mim e que estando sozinha por tanto tempo eu inevitavelmente vou sentir uma explosão de coisas diferentes pelas mínimas coisas. E curtir um pouquinho... ouvir Some Surprise... O tempo vai passar muito rápido.
Na verdade eu acho que eu tenho que me aproximar e ficar feliz pelo que li ontem, não é mesmo?
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