quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

“... é sobre fantasiar sobre uma pessoa, e como pode ser melhor que a realidade.“

Criei uma certa perfeição em cima de uma imagem, de novo. Sempre que começo a enxergar humanidade e verdade em uma história, eu dou pra trás. Da última vez talvez eu tenha feito uma boa decisão, mas isso não muda os fatos e não torna mais certo o que faço.

Mas como se faz quando amamos um erro e em especial a forma que ele nos faz sentir?

Um rosto cheio de imperfeições e totalmente perfeito na cena, com aquela iluminação, o Sol pela janela e o mais fascinante de tudo... o olhar (ou completa falta de), tão desinteressado, tão distraído e quase inexpressivo (se não fosse tão bonito), tão mais interessante que o olhar viciado, possessivo e entregue de uma semana atrás, sufocante com seu óbvio interesse e insuportavelmente NORMAL e entediante. Engraçado como o erro e o problema falam muito mais alto do que a beleza quase vazia da viagem de hoje. Quando tudo o que eu quero é beleza.

Gostaria muito de também ouvir a voz e ao menos acabar com minha curiosidade - mesmo que fosse só para saber se um daqueles dois famosos impedimentos existem - mas eu não quero que ele faça o que foi feito pelo outro. Uma das coisas que descobri foi que admiro a falta de iniciativa que impede as coisas de começarem, simplesmente porque respiro delicadeza e qualquer sinal de agressividade/realidade me dá náuseas e me deixa nervosa. E talvez não haja nada mais agressivo que a realidade.

E talvez não hajam muitas coisas mais delicadas que aquele rosto dormindo com o céu da tarde na janela. Delicadeza, pureza, minha zona de conforto, cenas de The First Time, alívio e medo, é tudo uma coisa só. É tudo platônico, tudo tão seguro... Queria te conhecer, mas não quero que você se torne real.

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