quarta-feira, 11 de abril de 2012

Retorno.

Há alguns meses, retornei ao meu segundo lar. Não foi em um momento específico, foi na verdade um processo doloroso e principalmente lento... mas as coisas foram se encaixando dia após dia, do jeito que deviam ser. E agora eu cheguei a fase final, ao momento em que consigo sentir de novo - de verdade - a mesma vibração de antigamente. Não é a vibração das festas e dos encontros. É a vibração constante, a presença das pessoas em todos os lugares e todos os momentos, só que de uma forma bem mais madura e centrada e beeem menos dramática. Quer dizer... com esse retorno eu voltei a sentir vontade de chorar toda hora e com um monte de músicas, mas isso nunca foi um drama. O que pela primeira vez não está existindo é o desespero (existe desespero sim, mas não é relacionado a isso).
Tivemos outro momento incrível semana passada. Com mais músicas especiais (finalmente ouvimos e cantamos Alright juntos, AEEEEEE), algumas cenas antigas adaptadas para a nossa atualidade (luta de anime na boate indie da Lapa?), e...

... eu não sinto mais necessidade de descrever isso aqui. Nem a sensação de ter tido algo inédito. Isso finalmente voltou a soar como rotina pra mim. Como algo que é costumeiro e que não vai acabar. E talvez seja pra sempre. E eu finalmente vejo beleza no termo para sempre.

E não estou explodindo de felicidade. Na verdade ando cansada e irritada... quero largar tudo de novo, mas não é sobre eles ou minha família. O problema éque preciso do que quero largar pra continuar presente. A parte boa?

A presença constante deles se tornou meu alívio. E eu aprendi como é viver a vida adulta e normal, com problemas normais, mas ao mesmo tempo com o que eu queria. Acho que é assim que tem que ser.

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