... e pensei em Don't Rain On My Parade. Pensei nas diversas vezes em que tomei doses de auto piedade e senti isso mesmo, pena de mim mesma por não ter oportunidades e não viver. Pensei no meu desejo de ser jovem de fato. Pensei no quanto já odiei Don't Rain On My Parade, pelo lixo que me sentia por estar jogando minha própria vida fora. Nas dívidas que tenho que pagar a mim mesma.
Eu me entreguei ao momento e falei com ele com voz alta e firme, olhando diretamente, sem gaguejar. E provavelmente passei uma imagem errada de mim mesma, mas acho que era isso que eu queria... Ele parece ser sério, contido e não deve gostar nem um pouco dessas abordagens, o que é ótimo pois significa que vale a pena, mas é péssimo caso ele não queira se aproximar da garota louca que puxou assunto. Mas... eu já me sinto realizada pela minha coragem, pela minha atitude (finalmente!), por ter me sentido tão decidida, tão forte... E principalmente por ter mais uma prova de que mudei. Eu não me senti estranha, nem artificial nem desconfortável. Eu estava fazendo a coisa certa, no momento certo, com a pessoa certa.
Ele fez um jogo... e me fez me sentir de igual para igual, pela primeira vez na minha vida. Eu não estava me aproximando de alguém que parecia ser menos do que eu, por ser a escolhida e tentar aceitar o que consegui, nem estava com uma criatura que por algum motivo fútil parecia ser mais do que eu poderia alcançar. Ele não se intimidou, eu muito menos.
O diálogo curto foi um belo jogo de palavras, como deve ser, meio articulado talvez. A reação dele pode não ter sido favorável a mim, mas não podia ser melhor.
Não sei se obterei resposta agora.
Talvez eu seja ignorada (apesar de ter certeza que não o assustei). Talvez fiquemos amigos, pelo menos. Talvez vire só mais um contato perdido, alguém que eu não vá lembrar quem é. Mas eu vou lembrar de mim daquele jeito, sempre que eu precisar da minha coragem. Me orgulho de mim mesma mais um pouco hoje.
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