terça-feira, 30 de outubro de 2012

What The Water Gave Me

Resolvi ver o blog da minha querida de novo. E me afetou, mas não como antigamente.

Amor utópico x Amor convencional.

Descobri porque sinto tantas dúvidas quando meu coração não dispara, quando não quero morrer, quando não descubro no mesmo dia que conheço alguém, que vou ficar sem dormir por essa pessoa. Descobri porque sinto tantas dúvidas por não ficar sem apetite, como aconteceu várias vezes no ano passado. Descobri porque joguei fora minhas chances na semana passada. Não significa que eu tenha perdido minha capacidade de sentir qualquer coisa.

Eu não estou acostumada a amar calmamente... eu odeio namorados que só estão juntos para dizer que namoram, que parecem entediados, que moram juntos e fazem coisas casuais juntos e esquecem da importância de estarem ali... Eu gosto do desespero, da ansiedade, de colocar alguém num pedestal, de querer essa pessoa por perto 25 horas por dia, da obsessão... Ainda que eu me sinta muito mais feliz quando não me sinto desse jeito. Então acho que, apesar de não ter sofrido tanto quanto ela, eu tenho a mesma capacidade de apenas sentir o amor utópico. De só acreditar nele quando é assim. A diferença é que eu acho bem mais doloroso desistir de amar. O sentimento é o que me alimenta.

E de repente eu me vi me interessando por alguém sem ficar nervosa... E sim, eu senti falta das borboletas no estômago... mas gostei da idéia... pensei que isso pudesse se transformar em amor utópico com o tempo... eu ainda acho que irá... Ao mesmo tempo, mexendo em velhos textos, eu lembrei de 2008/2009, quando gostei de alguém de uma forma convencional enquanto eu acreditava que era correspondida, e tinha algumas dúvidas em relação a isso. E quando comecei a desconfiar que eu não era, eu comecei a "me apaixonar de verdade". Comecei a sentir desespero, ansiedade... comecei a pensar nele o tempo todo... escrevi um texto maravilhoso sobre como só consegui me apaixonar quando estava escurecendo. E percebi que gostava mesmo dele... pra logo depois ter que lutar pra esquecer.

Depois de levar uma semana para falar com a pessoa pela qual me interessei atualmente, nós conversamos e eu despertei para isso, de uma forma doce, e fiquei aliviada por estar sentindo algo, mesmo que pequeno... Mas ele... ele também vive amores utópicos. E ele não se desvinculou do mais recente... e ele quer desistir...

'Hoje em dia.. tem poucas pessoas dispostas a fazê-lo. Até porque hoje em dia as pessoas também se machucam demais e para evitar isso elas preferem não entrar em contato. "Se não entro em contato, não sofro. Se eu não me doar, não serei rejeitado. Se eu não amar, não me decepcionarei". Há muitos corações bons partidos e isso gerou neles um desgosto em amar.'

Ler isso foi um tanto quanto uma facada. E eu meio que já tinha lido algo assim na semana passada, logo na primeira conversa... Acho que isso afetou a mim, afetou a ele, afetou a minha amiga. Eu não desisti, ele está desistindo e ela tinha desistido de ser amada, de acordo com o post (ainda que agora esteja um pouco melhor). Mas eu não sei se eu queria que fosse de forma diferente. E o mais engraçado... é que estou começando a ficar desesperada. Meu consolo foi ter percebido que havia algo novo em mim antes de ter começado a olhar para as dificuldades. Agora eu estou atualizando o facebook como eu fazia com o twitter. E não sei viver sem isso... não sei mesmo lidar com o amor convencional... Mas queria ter um amor utópico que pudesse ser correspondido algum dia, para variar.

Mas eu não queria amar de outra forma, por mais que eu odeie tudo isso.



"Time, it took us to where the water was
That's what the water gave me 
And time goes quicker between the two of us 
Oh, my love, don't forsake me, take what the water gave me...  

Lay me down, let the only sound be the overflow
Pockets full of stones 
Lay me down, let the only sound be the overflow...  
And oh, poor Atlas, the world's beast of a burden,
You've been holding on a long time
And all this longing and the ships are left to rust 
That's what the water gave us..."

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