terça-feira, 2 de outubro de 2012

you and me, we used to be together, everyday together, always.

Não é de hoje que certas músicas me fazem pensar nos meus amigos. E sempre falo sobre isso nos meus posts.
Também nunca foi novidade que muitas dessas músicas passaram por Glee e até mesmo que algumas foram descobertas dessa forma. E como a história sempre foi algo com que parte de nós se identifica (oi, Marcio, ainda não esqueci da teoria de que vc mandava os scripts), o fato de estarem na série sempre reforçou isso, principalmente as que falam abertamente sobre amizade.
E há uma coisa que talvez eu não fale tanto pq é incomum, mas desde que nos conhecemos músicas sobre relacionamentos sempre me disseram muitas coisas também.

Com o tempo eu fui percebendo que, com a pouca experiência que tenho na minha vida amorosa, muito do que sei sobre relacionamentos e sobre insistir e lutar não importa o que aconteça, veio da minha relação com eles. Nós passamos por muitos obstáculos comparáveis a amores impossíveis, muitas brigas comparáveis a amores tórridos e momentos de raiva que quase se tornaram ódio. Pessoas que hj em dia eu amo ficaram afastadas de mim, na verdade de nós, por dois anos e hoje em dia não sei viver sem elas.

Também sinto com eles, aquela sensação de 'esperei a vida toda por isso', depois de anos sem amizades, sempre preparada para o adeus e para ficar sozinha de novo - o que não aconteceu mesmo depois de passar um ano afastada.

Depois de recuperá-los, esse ano, em um determinado momento eu me acomodei. Como em relacionamentos estáveis e longos casamentos. Fiquei sem falar com a maioria das pessoas e achei isso muito normal. Até que meu melhor amigo me despertou para isso e eu... eu realmente senti que posso tê-lo magoado sem nem perceber.

Por mais bobo que pareça colocar sentimentalismo nisso, no episódio passado uma cena me deixou muito intrigada e surpresa, me deixou por muito tempo tentando entender o que pode levar uma pessoa a "ignorar"  alguém que ama com naturalidade e sem perceber isso. Quando li o que meu amigo disse, eu percebi que estava fazendo exatamente a mesma coisa e ganhando mais um motivo para me identificar com o personagem em questão (pela milésima vez). E no meio da conversa citei o quanto foi importante ele ter me avisado, pois se ele tivesse guardado isso pra si mesmo de alguma forma, eu poderia perdê-lo de vez. E não ia notar até levar o choque.

E essa quase falta de comunicação também me pareceu familiar.

Ontem saíram algumas músicas novas... algumas músicas que de tão específicas sobre relacionamentos, me fizeram achar que definitivamente não seriam parte da imensa lista de letras que me fazem pensar neles. Mas por coincidência o meu amigo conversou comigo enquanto eu ouvia essas músicas. E foram tantas, tantas frases que pareciam descrever essa situação... A grande diferença é que ao contrário do que soube sobre como as músicas serão utilizadas, eu pretendo continuar lutando. Eu agradeci pela comunicação e decidi ficar disponível para eles. Tentarei manter isso por mais ocupada que eu possa ficar no futuro.

Quando estamos acostumados com um relacionamento que funciona de uma determinada forma, e uma grande mudança acontece, é difícil não estranhar ou se desestabilizar, especialmente quando você se afasta dessas pessoas. Quando eu passei a não vê-los todos os dias como era na escola, eu fiquei mais dependente deles do que nunca, a ponto de quase enlouquecer. Depois disso eu fiquei sem coragem de conversar com eles, pela bagunça emocional em que eu estava e por medo de perceber que nossas conversas também não seriam as mesmas. Passei a não ser eu mesma justamente quando estávamos juntos, e nunca entendi porque. Eles continuaram do meu lado, me amando desse jeito mesmo, e apesar de ter demorado muito, esse ano eu consegui ficar tranquila, voltar a ser eu mesma e me aproximar deles de verdade, me entregar aos nossos momentos juntos de novo.

Mas mesmo assim não aprendi essa parte do 'manual'. E só essa semana percebi que o problema não é a distância. É a mudança. A mudança de situação e as nossas mudanças internas a medida que crescemos, entre outras circunstâncias que aparentemente não afetariam o relacionamento, mas que fazem toda a diferença. No meu caso, eu só queria relaxar depois dos anos de luta, e depois de uma fase em um trabalho muito estressante. E estava tão aliviada com o fato de vê-los com um pouquinho mais de frequência que não percebi que, nós costumávamos estar SEMPRE juntos. Que falar com eles sempre, dar sinal de vida, é essencial porque vê-los algumas vezes no mês faz tudo parecer um pouco frio.

Acabei notando que músicas de término/quase término/luta, tem parcialmente um pouco a ver com isso tudo que ainda vivemos. A diferença é que, obviamente não os deixarei dizer adeus. EU DISSE QUE NUNCA DIRIA ADEUS A VOCÊS. Sempre disse.

Não sei como será o episódio, não sei se todos continuarão juntos. Mas nossa amizade é endgame e é o meu melhor ship.


"come up to meet you, tell you I'm sorry,
you don't know how lovely you are 
I had to find you, tell you I need you 
and tell you I set you apart 
tell me your secrets and ask me your questions 
oh, let's go back to the start 
running in circles, coming in tails, heads on a science apart 

nobody said it was easy...
(...)
I'm going back to the start."


" and I remember that fight two thirty a.m.,
cause everything was slipping right out of our hands,
and I ran out crying and you followed me out into the street
raised myself for the goodbye, cause that's all I ever know
and you took me by surprise, you said I'll never leave you alone

(...)

you made a rebel of a careless man's careful daughter,
you are the best thing that's ever been mine"

Nenhum comentário:

Postar um comentário