quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Quebrando o silêncio.

Nos últimos anos, aprendi muitas coisas. A maioria delas, na marra. E muitas das coisas que aprendi são opostas umas das outras, mas todas estão certas - e não é exatamente fácil lidar com isso.

Em meus dois únicos relacionamentos sérios, não fui completamente apaixonada - no primeiro, mais que no segundo. E isso me ensinou que eu não devo insistir quando não tenho certeza se sinto algo realmente, porque tudo que me causou foram inúmeros e dolorosos dias cheios de dúvidas que não pareciam acabar. E não consegui desenvolver nenhum sentimento grande com o tempo, ao contrário do que eu queria acreditar.

Mas eu também aprendi que a grande histeria que senti na hora que olhei para os caras de quem gostei nunca me levaria a nada. Na maior parte das vezes, a empolgação me levou a fazer bobagem, mas em algumas delas (especialmente nas últimas), simplesmente não houve espaço para tentativas por algum motivo ou outro, e eu fico me perguntando: é só coincidência, ou a vida está tentando me dizer alguma coisa? Porque não há chances? Onde isso vai me levar? E a questão mais inconveniente: será que meu sentimento iria criar raízes ou isso é só empolgação...??

Quer dizer, ok se encantar por uma pessoa que não tem absolutamente nada a ver comigo, e que eu não conheço - isso é algo puro e bonito. Mas o que ia acontecer depois?

Aí eu conheci um menino, que tem tudo a ver comigo. Mas não é (ou pelo menos no dia, não parecia ser) o cara mega carinhoso e atencioso, ou o homem maduro que toma a iniciativa e é super seguro de si. E aí eu deixei pra lá porque não senti nada. Mas ele continua aparecendo, primeiro no meu chat, depois na minha cabeça. E eu sei lá... não sinto nada, mas isso me intriga. E eu penso nisso mais e mais. E eu vou vê-lo de novo. Quer dizer, ele não quer - ao menos foi o que ele disse. Eu não sei. O que é achar fofo coisas corriqueiras que a pessoa faz? Será que estou criando isso porque meu coração está vazio? Mas eu não senti isso pelo cara anterior - que me deu chance. O cara anterior ia ser uma nova versão do meu horroroso segundo relacionamento (estou feliz por finalmente conseguir admitir isso).

O que pareço sentir por ele é um meio-termo entre o nada dos dois primeiros e o tudo ao mesmo tempo agora das minhas inúmeras paixonites loucas. Existe algo, e infelizmente devo dizer que é muito influenciado pelo meu lado maternal - isso é péssimooo! Vontade de cuidar. E eu não sei, não acho que dá certo. Mas é um meio-termo, e eu sinto que isso é o que verdadeiramente preciso. Na minha vida, me baseei em me assegurar que as pessoas de quem gostei não me desapontariam nem me incomodariam, e me apaixonei por imagens muito bonitas e que eu nem pude ver se funcionariam na prática. E eu olho pros relacionamentos a minha volta... por mais que na maioria das vezes as pessoas envolvidas tenham sentido de cara que a tal pessoa é a pessoa da sua vida, nós temos caras realistas. Que não gostam de dançar, não são os caras mais sociáveis do mundo - alguns, nem um pouco, que falam besteira, alguns que falam de mulheres gostosas, alguns que por mais amor que sintam às vezes deixam de falar com a namorada pra jogar, e enfim, isso funciona. Então porque não funcionaria entre a gente?

Ou não né... tudo depende de amanhã. Ainda duvido que vai acontecer entre a gente de novo. Mas eu tentei fugir, fugi por duas semanas, e tive que vir aqui, olhar pra mim mesma e parar com tanta covardia... Eu estou me sentindo balançada.. eu achei coisas idiotas bonitinhas. É a primeira vez que tento desacreditar um sentimento meu. E eu me sinto uma idiota como aquelas de comédia romântica que encrencam com o cara até o fim porque ainda estão esperando um galã perfeito. Coisa que eu sempre achei tão infantil.

É a primeira vez de muitas coisas... eu tento fazer a madura, ser até um pouco arrogante. Mas tem uma coisa aqui. Eu espero de todo o meu coração que isso seja real... Eu quero saber no que isso vai dar. E eu sei, tenho certeza, que mesmo que não seja perfeito, nunca vou me sentir como me senti com os dois primeiros. E isso já me basta.

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