domingo, 5 de maio de 2013

Lithium

Em meio a textos e teorias, notei alguns termos muito familiares, e lembrei de quem me ensinou isso pela primeira vez, e da época, e me perdi...

... e olhando para o nada, de repente me dei conta de que essa semana, naquele mesmo lugar de 11 anos atrás, exatamente a mesma coisa aconteceu: me mantive solitária e calada, com a mente barulhenta e cheia de perguntas, até que consegui me aproximar de alguma forma, justamente quando não tinha mais esperanças; depois senti a mesma sensação estranha, vaga, mas doce, de tristeza enquanto observei minha posição confusa e ansiosa por algo incerto. Mas, dessa vez, espero por algo possível. Mesmo me considerando tão errada quanto antes - mas bem mais forte e merecedora. Deixando tudo nas entrelinhas, e bem menos visível do que aquela encantada menina de 12 anos conseguiria, afinal, como ela iria saber disfarçar algo tão novo e tão maior que ela? Agora, não é mais novo, nem grande: é uma pequena faísca. Querendo disfarçar tão bem a ponto de deixar na outra pessoa a mesma dúvida e a mesma insegurança, já que isso significaria o mesmo interesse. Um interesse mútuo é praticamente um milagre, de tão diferente em relação ao que ocorreu anos atrás. Seria uma resposta à impossibilidade da época. Se tudo der certo, quero ir ao mesmo lugar em que estive naquele dia. E espero que lá esteja a menina que eu era, e que ela observe que poderia ter isso de verdade afinal, e que essa promessa que fiz a ela se concretizaria. E que a espera de tanto tempo e de tantas lutas, valeu a pena.

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